• Blanka Major

    Blanka Major é arquiteta, residente em Zurique e com raízes húngaras, que trabalha de forma independente e colaborativa, em diferentes escalas e formatos. A sua prática abrange arquitetura, cozinha, edição, curadoria, escrita e investigação, e assenta numa curiosidade pelo quotidiano: como vivemos em conjunto e como os ambientes construídos moldam papéis sociais. Investiga infraestruturas e sistemas - habitação, alimentação, rotinas domésticas - que estruturam a vida diária e influenciam ritmos de coexistência.

    Para além da arquitetura, explora a comida como um meio espacial e social, onde cozinhar e comer se tornam ferramentas para reunir pessoas e criar coletividades temporárias. Através de jantares performativos e instalações, usa a cozinha como espaço de experimentação onde experiências sensoriais e sociais se cruzam.

  • Carla Boregas

    Carla Boregas é uma compositora e artista sonora brasileira. Partindo de uma meditação sobre o som nas suas dimensões vibratória e evocativa, combina instrumentação sintética e acústica para esculpir ambientes sonoros cativantes. A sua prática move-se entre a composição, a improvisação, a performance e a instalação sonora, formando um corpo de trabalho que aborda o som como matéria, espaço e experiência perceptiva.

    Os álbuns mais recentes de Boregas são Pena ao Mar, editado pela editora sueca iDEAL, e Fronte Violeta, uma colaboração com a artista multidisciplinar Anelena Toku, editado na editora de Nicolás Jaar, Other People.

    É colaboradora frequente do percussionista brasileiro M. Takara, cofundadora da banda paulista RAKTA, e faz a curadoria do festival e plataforma berlinense Radical Sounds Latin America

  • fermen.table

    Simona Dong é a fundadora da Fermen.table, um projeto artesanal de fermentação nascido numa cozinha em Lisboa. Movida por um amor pela fermentação e pelo desejo de manter viva esta tradição milenar, trabalha de perto com agricultores que cultivam vegetais com cuidado e respeito pela terra, criando pequenos lotes de fermentados e conservas artesanais. Lúdicas no sabor e ricas em nutrientes, as suas criações são pensadas para nutrir o corpo, apoiar o bem-estar e tornar-se uma parte natural das refeições do dia a dia. Simona mantém a sua produção 100% natural, artesanal e à escala humana - uma pequena mas significativa resposta a um sistema alimentar industrializado que tem desgastado a nossa flora intestinal e enchido os nossos pratos de aditivos. O seu desejo é simples: oferecer alimentos que nutrem profundamente e crescem em harmonia com o mundo que nos rodeia.

  • Iris Torruella e Filipa da Rocha Nunes

    ris Torruella (Catalunya, 1994) é investigadora, docente e artista cuja prática se situa no cruzamento entre cultura visual, educação artística, mediação e pensamento crítico. Concluiu o Programa de Estudos Independentes do MACBA e o Mestrado em História da Arte Contemporânea e Cultura Visual do Museo Reina Sofía. Trabalhou em contextos educativos e culturais como o MNAC, Museo Reina Sofía e o Centro Cultural de España em El Salvador, entre outros.

    Filipa da Rocha Nunes (Paços de Ferreira, 1993) é escritora e curadora, autora de couro fresco (Guerra e Paz, 2023) e curtume (Traça Editora, 2025). Colabora com artistas e instituições nacionais e internacionais, tendo apresentado trabalhos em espaços como o CAM – Fundação Gulbenkian, Kampnagel (Hamburgo) e Sophiensæle (Berlim). Entre 2019 e 2025, coordenou Arte e Cultura na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. Licenciada em Pintura pela FBAUL e mestre em Gestão Cultural pela Universitat Internacional de Catalunya, vive e trabalha entre Lisboa e o Porto.

  • Landra

    Landra é o nome que Sara Rodrigues e Rodrigo Camacho dão à terra onde vivem e é também como são conhecidos enquanto dupla artística desde 2020. Através das landras (frutos dos carvalhos), o duo presta homenagem a uma cultura de autonomia, de partilha e de abundância que procuram recuperar. Para além de ser uma agrofloresta em desenvolvimento, a Landra é também um espaço para experimentação com métodos de produção local e formas de arte-vida.

    Sara e Rodrigo começaram a trabalhar juntos desde 2015 a partir da Goldsmiths, Universidade de Londres. Os seus projetos desenvolvem-se por via do vídeo e da composição audiovisual, da performance, da instalação e da intervenção no espaço pú blico. Para além dos estudos artísticos, formaram-se também em permacultura e microbiologia do solo, investigando e aplicando estes conhecimentos em projetos entre a arte e a ciência, incluindo práticas de regeneração de solos e restauro de ecossistemas.

  • Laraaji

    Laraaji é um pioneiro do som ambiente, experimental e new age, cuja música leva os ouvintes em viagens sonoras profundamente relaxantes e luminosas há mais de cinco décadas. O seu percurso começou no início dos anos 70, quando uma viragem para o misticismo oriental o levou a transformar uma cítara de segunda mão num instrumento elétrico - e em breve estava a tocar nas ruas de Nova Iorque, improvisando jams hipnóticas numa autoharpa modificada. Uma noite no Washington Square Park, Brian Eno ouviu-o tocar e convidou-o para o estúdio, dando origem a Ambient 3: Day of Radiance, o terceiro volume da marcante Série Ambient de Eno.

    Hoje, o som característico de Laraaji, entrelaçando cítara elétrica, vocais expansivos e sons da natureza, continua a conquistar novos públicos através de gravações na editora All Saints, atuações em todo o mundo, workshops de meditação pelo riso e sessões de escuta profunda.

  • Leonor Arnaut

    Leonor Arnaut, a cantora e compositora portuguesa atualmente sediada em Copenhaga, apresenta as suas novas canções num concerto vibrante, onde o contraste é uma presença constante.A sua sonoridade habita num universo art pop, inclinando-se para um espaço experimental e inovador, onde há lugar para melodias místicas, texturas inspiradas no rock e no jazz, e paisagens sonoras em constante mutação. O concerto ao vivo move-se entre o visceral e o elegante, o onírico e o direto, elementos acústicos e eletrónicos, fundindo tudo com a sua voz etérea e incisiva. Ao longo da última década, colaborou em diversos projetos, entre os quais se destacam Chão Maior (“Drawing Circles”, 2021) e Fumo Ninja (“Olhos de Cetim”, 2022). Recentemente, Leonor Arnaut lançou os seus singles de estreia, “Vida Cega” e “Avé, Raposa”, através da CANTO. Encontra-se atualmente a finalizar o seu álbum de estreia, com lançamento previsto para o final deste ano.

  • Libatio

    O Libatio Bar de Vinhos é um aclamado bar de vinhos independente no coração de Peso da Régua, no Douro, Portugal. Fundado em 2023 por Maria Aguiar - advogada que trocou a carreira em Lisboa e no Porto pelo regresso às raízes da sua família - o Libatio nasceu de uma paixão profunda pela produção vinícola independente e pela cultura regional. Foi aqui que Maria transformou uma propriedade familiar centenária num espaço contemporâneo e acolhedor para os amantes do vinho.

    O nome vem do latim libatio, que significa libação - uma homenagem ao antigo ritual das oferendas líquidas e à ideia de que partilhar vinho é sempre um ato de celebração.


  • Marc Leiber - Quinta das Abelhas

    Marc Leiber é o fundador do GrowBack e o agricultor por trás da Quinta das Abelhas, uma quinta de referência em agricultura sintrópica no Montado do Freixo do Meio. O que começou como uma experiência para adaptar a agrofloresta sintrópica ao clima mediterrânico transformou-se num laboratório vivo com 10 campos experimentais de agrofloresta, onde já foram plantadas 160 000 árvores, integrando espécies florestais, árvores de fruto, vegetais, cereais, culturas de cobertura e biodiversidade mediterrânica nativa num único sistema interligado. Com uma licenciatura em Agricultura Convencional e anos de aprendizagem ao lado de Ernst Götsch, Marc dedica-se a criar ecossistemas agrícolas biodiversos que produzem alimentos enquanto regeneram a terra. O seu objetivo é simples e profundo: ser útil ao sistema vivo do qual faz parte. 

  • Morpha

    Joana Alvarez é food designer e fundadora da Morpha, um projecto que transforma a comida em ponto de encontro, memória e expressão criativa. O seu trabalho cruza mesa, imagem e narrativa, explorando o acto de comer como gesto de partilha, transformação e relação 

  • Poda

    O Poda é um restaurante em Montemor-o-Novo, no coração do Alentejo, dedicado à tradição, à sazonalidade e aos produtos locais da cozinha portuguesa. Distinguido pelo Guia Michelin, o Poda nasceu da vontade de preservar e honrar os sabores ancestrais de uma das mais ricas tradições culinárias do mundo, sem abdicar de uma cozinha de excelência.

    Sob a mão do Chef João Narigueta, a cozinha traz a alma alentejana a cada prato, conjugando o tradicional com o moderno e respeitando a identidade profunda de cada receita e de cada ingrediente. Para João, cozinhar é um ato de amor, e isso sente-se à mesa.

    Essa cozinha é completada pela paixão do escanção Miguel Dominguinhos pelos vinhos de pequenos produtores portugueses. Entre a sala e os fogões, o Poda é fruto de um trabalho conjunto, onde cada elemento da equipa contribui para que a experiência seja, acima de tudo, genuína e memorável.

  • Teresa Adão da Fonseca

    Teresa TAF (Teresa Adão da Fonseca) nasceu no Porto, onde vive e trabalha. Mestre em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, realizou residências artísticas em Paris, Barcelona, Sydney, Red Center e Lisboa. A diversidade destas experiências atravessa a sua prática multidisciplinar, marcada pela investigação com materiais orgânicos e técnicas ancestrais. Cria espaços de contemplação onde matéria, tempo e gesto se entrelaçam, refletindo sobre o amor, a identidade, o feminino, a paisagem e o cuidado. Expõe regularmente e as suas obras integram coleções públicas e privadas em Portugal e no estrangeiro.